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Ucides Cordatus Area Amostral Jureia Março 2012 Apicum Boticario Monitoramento da densidade e estrutura populacional do caranguejo-uçá, Ucides cordatus (Linnaeus, 1763) (Brachyura: Ucididae), como indicador de mudanças climáticas.

Ucides cordatus é uma espécie endêmica, abundante e muito explorada comercialmente em manguezais, apresentando relevância ecológica por atuar em vários processos. Modula a disponibilidade de recursos e, por isso, se adapta às variáveis abióticas e bióticas com as quais interage. Os cenários de mudanças climáticas indicam uma variação do nível do mar que poderá influenciar a distribuição espacial deste caranguejo, sendo preconizado seu deslocamento para topografias mais elevadas (“apicum”), onde os jovens encontram condições adequadas para se desenvolver. O objetivo deste projeto é utilizar um protocolo teórico em um monitoramento contínuo, de maior duração, que poderá detectar alterações na biologia populacional deste crustáceo, especialmente em sua densidade, estrutura e maturidade morfológica, como efeitos de mudanças climáticas locais ou regionais. Assim, parâmetros bióticos (biometria arbórea e densidade do caranguejo) serão confrontados àqueles abióticos (ar, água e sedimento), com recomendação daqueles explicativos e de maior relevância em nível espacial, sazonal e temporal. Este protocolo teórico foi previamente apresentado à “Rede de Monitoramento de Habitats Bentônicos Costeiros” (ReBentos), não tendo sido ainda validado em campo, evidenciando sua originalidade e, em caso de sucesso, sua aplicação potencial em todo o litoral brasileiro. Assim, o delineamento é pretendido para a execução dos trabalhos em quatro anos (2015 a 2018), em duas subáreas (margem e "apicum"), com coletas sazonais (verão e inverno), em duas áreas amostrais: ESEC Juréia-Itatins, SP – equipe da UNESP/CLP; e ESEC Guaraqueçaba, PR – equipe da UFPR e ICMBio. Os resultados a serem obtidos poderão fornecer suporte a um plano de gestão, indicando possíveis alterações populacionais sofridas como efeito da elevação do Nível Médio Relativo do Mar (NMRM).

Responsável: Prof. Dr. Marcelo Antonio Amaro Pinheiro (UNESP/CLP).
Associados: Profa. Dra. Setuko Masunari (UFPR).
Equipe UNESP/CLP: Prof. Dr. Marcelo Antonio Amaro Pinheiro; MSc. Caroline de Araújo Souza (DR); MSc. Renata Benito Pettan (DR); Márcio Camargo Araujo João (IC); Leonardo Silveira Maia (ME); Juliana Simão Saraiva (IC); Michel Tartarotti Angeloni (IC); e MSc. Wagner Ferreira Villano.
Equipe UFPR e ICM Bio: Profa. Dra. Setuko Masunari; Dr. Luiz Francisco Ditzel Faraco (ICM Bio); MSc. Kelly Ferreira Cottens (ICM Bio); MSc. Murilo Zanetti Marochi; MSc. Salise Brandt Martins; Biól. Madson Silveira de Melo; Madson Alves Campos; e Maicon André Wons Fernandes.
Financiamento: Projeto FAPESP-Boticário (Proc. # 2014/50438-5).

Diversidade Infraordens Axiidea Diversidade Infraordens Axiidea Diversidade Infraordens Axiidea Diversidade e distribuição geográfica de camarões corruptos (Infraordens Axiidea e Gebiidea), ao longo do litoral brasileiro: uma aproximação ecológica aos padrões biogeográficos de distribuição.

Os camarões corruptos são classificados como engenheiros ecossistêmicos, por possuírem capacidade de modificação, manutenção e/ou criação de habitats, o que lhes confere relevância na construção estrutural da comunidade em habitats aquáticos pouco profundos. A informação sobre a diversidade e distribuição geográfica dos camarões corruptos do litoral de Brasil ainda é escassa, sendo vinculadas, principalmente, às regiões norte e nordeste do Brasil. Algumas investigações têm propiciado a confecção de uma listagem das espécies destes camarões, mas o conhecimento geral da distribuição geográfica deste grupo ao longo do litoral de Brasil é ainda bastante limitado. Baseado em um plano de coleta latitudinal, que abrangerá todo o litoral do Brasil, o presente projeto propõe examinar a diversidade e distribuição geográfica das diferentes espécies de camarões corruptos das infraordens Axiidea e Gebiidea. Além disso, espera-se obter importante informação populacional (p.ex., proporção sexual e presença de fêmeas ovígeras) para cada uma das espécies estudadas, correlacionando sua história de vida ao seu padrão latitudinal de distribuição geográfica na costa brasileira, além da estimativa de sua densidade (contagem do número de galerias) e coleta de material biológico, com amostragem de exemplares dos camarões corruptos e dos decápodos simbiontes associados às suas galerias. Para tanto serão efetuadas duas expedições no litoral brasileiro: (i) ERN, Região Norte-Nordeste; e (ii) ERS, Região Sudeste-Sul. Os resultados deste estudo contribuirão ao conhecimento biogeográfico deste importante grupo de camarões, como também poderão servir de base à realização de estudos sobre gestão e conservação das diferentes populações de camarões corruptos ao longo do litoral brasileiro.

Responsável: Dr. Patricio Alejandro Hernáez Bové (Investigador Associado - Universidad de Tarapacá - Chile)
Supervisor Prof. Dr. Marcelo Antonio Amaro Pinheiro (UNESP/CLP).
Equipe: Membros do CRUSTA (UNESP - IB/CLP)
Financiamento: Projeto FAPESP (Nº Processo 2015/09020-0)

Efeitos Tóxicos e Bioacumulação de Metais em Populações do Caranguejo-Uçá (Crustacea, Brachyura) na Costa Amazônica Brasileira.

Uma das grandes preocupações ecológicas atuais refere-se ao impacto ambiental causado pela liberação antrópica de metais nos diversos ambientes naturais e, de maior importância, naqueles de maior interação com populações humanas, como os manguezais. No litoral da costa amazônica, essa liberações , ainda que insipientes, começam a alcançar escalas progressivas, onde os recursos disponíveis nos manguezais serão seus principais alvos. Dentre os organismos típicos dos manguezais está o caranguejo-uçá (Ucides cordatus), que é um dos principais recursos pesqueiros utilizado na economia de subsistência e comércio informal pelas populações humanas do entorno desse sistema. O acúmulo de metais por este crustáceo é um dos maiores impactos a ser estabelecido no manguezal, dada sua importância para a sobrevivência das populações tradicionais. O principal objetivo deste projeto é avaliar o efeito tóxicológico da bioacumulação por metais pesados nos componentes abióticos e bióticos dos manguezais amazônicos localizados nas reentrâncias dos estados do Pará e Maranhão. Assim, será avaliado o grau de contaminação da água, sedimento, vegetação arbórea (Rhizophora mangle) e do caranguejo-uçá (Ucides cordatus) por seis metais (Cd, Cu, Pb, Cr, Mn e Hg) em quatro áreas de manguezal, sendo duas (uma contaminada e uma prístina) em cada estado. O impacto geno e citotóxico sobre as populações do caranguejo-uçá, será avaliado com base na frequência de hemócitos (hialinócitos) micronucleados e no tempo de retenção do vermelho neutro pelos lisossomos. Os resultados desse projeto auxiliarão na melhor compreensão dos efeitos da contaminação por metais pesados no ambiente. Contribuindo assim, com informações essenciais para a adoção de medidas cabíveis pelas instituições públicas que tratam da qualidade ambiental, bem como para subsidiar tomadas de decisão quanto à conservação dos recursos disponíveis (ex. caranguejo-uçá) nos manguezais para uso das populações tradicionais que vivem no entorno desse sistema ao longo da costa amazônica brasileira.

Responsável: MSc. Ádria de Carvalho Freitas (doutoranda - UNESP/PPG-BA - São Vicente) & Prof. Dr. Marcelo Antonio Amaro Pinheiro (UNESP/CLP)
Co-orientador: Prof. Dr. Marcus Emanuel Barroncas Fernandes (UFPA).
Associados: Prof. Dr. Marcelo Oliveira Lima (Instituto Evandro Chagas).
Equipe: MSc. Caroline de Araújo Souza (DR).
Financiamento: Bolsa de Doutorado - CAPES & Edital Universal CNPq (Coordenador Prof. Dr. Marcus Emanuel Barroncas Fernandes).

Extensão Universitária Extensão Universitária Extensão Universitária Educação Ambiental sobre Manguezais em Escolas de Ensino Fundamental do Município de Santos (SP)

Cabe à Universidade realizar pesquisas científicas de qualidade, bem como sua tradução em linguagem de entendimento mais facilitado à comunidade. No caso do meio ambiente, os conhecimentos obtidos assumem primordial importância, principalmente em assuntos relacionados a sua preservação e a sustentabilidade de ecossistemas costeiros, como os manguezais. Desde 1998 o Grupo de Pesquisa em Biologia de Crustáceos (CRUSTA) tem desenvolvido pesquisas sobre a Biologia, Ecologia e Manejo do Caranguejo-Uçá (Ucides cordatus), bem como avaliações dos impactos humanos em manguezais paulistas, trazendo prejuízos ou supressão deste ambiente e sua biota. Tais conhecimentos vêm sendo transmitidos aos agentes gestores (professores do ensino fundamental) e seus alunos, através de palestras e da distribuição gratuita de uma cartilha de educação ambiental, concebida sob a forma de estória em quadrinhos, onde o assunto é apresentado com profundidade e humor, numa linguagem acessível de fácil acesso, especialmente às crianças. Na estória, duas crianças (Gu e Gui), descobrem o ambiente inicialmente hostil dos manguezais, conhecendo , também, o Prof. Magrão, um estudioso deste ambiente. Maravilhados com as novas descobertas, conhecem a importância dos manguezais, suas principais características e sobre a vida de seus habitantes. Apesar da estória ser centrada no ciclo de vida de uma das espécies ícone desse ambiente (caranguejo-uçá), outras espécies vão sendo apresentadas no decorrer da trama, fazendo com que as crianças descubram sua relevância ecológica e econômica. Ao final da estória, são apresentados vários passatempos aos alunos, como ligue-pontos, caça-palavras, desenhos para colorir e uma dobradura (origami) de caranguejo. Antes de receberem gratuitamente as cartilhas, os alunos participam de uma palestra em multimídia, além de participarem de atividades e dinâmicas em grupo sobre quatro temas relacionados ao ecossistema manguezal: 1) Meio Ambiente e o Manguezal; 2) A Fauna do Manguezal; 3) A Flora do Manguezal; e 4) Degradação e Poluição dos Manguezais. Esses temas são ministrados em quatro visitas que são realizadas em semanas consecutivas.

Responsável: Prof. Dr. Marcelo Antonio Amaro Pinheiro
Equipe Executora: Camila Evelyn Rodrigues Pimenta, Bruna da Silva Lopes e Márcio Camargo Araújo João
Financiamento: CEPSUL/IBAMA, FAPESP, FUNDUNESP e Pró-Reitoria de Extensão da UNESP (PROEX / Reitoria UNESP).

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