projetos
Ucides Cordatus Area Amostral Jureia Março 2012 Apicum Boticario Monitoramento da densidade e estrutura populacional do caranguejo-uçá, Ucides cordatus (Linnaeus, 1763) (Brachyura: Ucididae), como indicador de mudanças climáticas.

Ucides cordatus é uma espécie endêmica, abundante e muito explorada comercialmente em manguezais, apresentando relevância ecológica por atuar em vários processos. Modula a disponibilidade de recursos e, por isso, se adapta às variáveis abióticas e bióticas com as quais interage. Os cenários de mudanças climáticas indicam uma variação do nível do mar que poderá influenciar a distribuição espacial deste caranguejo, sendo preconizado seu deslocamento para topografias mais elevadas (“apicum”), onde os jovens encontram condições adequadas para se desenvolver. O objetivo deste projeto é utilizar um protocolo teórico em um monitoramento contínuo, de maior duração, que poderá detectar alterações na biologia populacional deste crustáceo, especialmente em sua densidade, estrutura e maturidade morfológica, como efeitos de mudanças climáticas locais ou regionais. Assim, parâmetros bióticos (biometria arbórea e densidade do caranguejo) serão confrontados àqueles abióticos (ar, água e sedimento), com recomendação daqueles explicativos e de maior relevância em nível espacial, sazonal e temporal. Este protocolo teórico foi previamente apresentado à “Rede de Monitoramento de Habitats Bentônicos Costeiros” (ReBentos), não tendo sido ainda validado em campo, evidenciando sua originalidade e, em caso de sucesso, sua aplicação potencial em todo o litoral brasileiro. Assim, o delineamento é pretendido para a execução dos trabalhos em quatro anos (2015 a 2018), em duas subáreas (margem e "apicum"), com coletas sazonais (verão e inverno), em duas áreas amostrais: ESEC Juréia-Itatins, SP – equipe da UNESP/CLP; e ESEC Guaraqueçaba, PR – equipe da UFPR e ICMBio. Os resultados a serem obtidos poderão fornecer suporte a um plano de gestão, indicando possíveis alterações populacionais sofridas como efeito da elevação do Nível Médio Relativo do Mar (NMRM).

Responsável: Prof. Dr. Marcelo Antonio Amaro Pinheiro (UNESP/CLP).
Associados: Profa. Dra. Setuko Masunari (UFPR).
Equipe UNESP/CLP: Prof. Dr. Marcelo Antonio Amaro Pinheiro; MSc. Caroline de Araújo Souza (DR); MSc. Renata Benito Pettan (DR); Márcio Camargo Araujo João (IC); Leonardo Silveira Maia (ME); Juliana Simão Saraiva (IC); Michel Tartarotti Angeloni (IC); e MSc. Wagner Ferreira Villano.
Equipe UFPR e ICM Bio: Profa. Dra. Setuko Masunari; Dr. Luiz Francisco Ditzel Faraco (ICM Bio); MSc. Kelly Ferreira Cottens (ICM Bio); MSc. Murilo Zanetti Marochi; MSc. Salise Brandt Martins; Biól. Madson Silveira de Melo; Madson Alves Campos; e Maicon André Wons Fernandes.
Financiamento: Projeto FAPESP-Boticário (Proc. # 2014/50438-5).

Diversidade Infraordens Axiidea Diversidade Infraordens Axiidea Diversidade Infraordens Axiidea Diversidade e distribuição geográfica de camarões corruptos (Infraordens Axiidea e Gebiidea), ao longo do litoral brasileiro: uma aproximação ecológica aos padrões biogeográficos de distribuição.

Os camarões corruptos são classificados como engenheiros ecossistêmicos, por possuírem capacidade de modificação, manutenção e/ou criação de habitats, o que lhes confere relevância na construção estrutural da comunidade em habitats aquáticos pouco profundos. A informação sobre a diversidade e distribuição geográfica dos camarões corruptos do litoral de Brasil ainda é escassa, sendo vinculadas, principalmente, às regiões norte e nordeste do Brasil. Algumas investigações têm propiciado a confecção de uma listagem das espécies destes camarões, mas o conhecimento geral da distribuição geográfica deste grupo ao longo do litoral de Brasil é ainda bastante limitado. Baseado em um plano de coleta latitudinal, que abrangerá todo o litoral do Brasil, o presente projeto propõe examinar a diversidade e distribuição geográfica das diferentes espécies de camarões corruptos das infraordens Axiidea e Gebiidea. Além disso, espera-se obter importante informação populacional (p.ex., proporção sexual e presença de fêmeas ovígeras) para cada uma das espécies estudadas, correlacionando sua história de vida ao seu padrão latitudinal de distribuição geográfica na costa brasileira, além da estimativa de sua densidade (contagem do número de galerias) e coleta de material biológico, com amostragem de exemplares dos camarões corruptos e dos decápodos simbiontes associados às suas galerias. Para tanto serão efetuadas duas expedições no litoral brasileiro: (i) ERN, Região Norte-Nordeste; e (ii) ERS, Região Sudeste-Sul. Os resultados deste estudo contribuirão ao conhecimento biogeográfico deste importante grupo de camarões, como também poderão servir de base à realização de estudos sobre gestão e conservação das diferentes populações de camarões corruptos ao longo do litoral brasileiro.

Responsável: Dr. Patricio Alejandro Hernáez Bové (Investigador Associado - Universidad de Tarapacá - Chile)
Supervisor Prof. Dr. Marcelo Antonio Amaro Pinheiro (UNESP/CLP).
Equipe: Membros do CRUSTA (UNESP - IB/CLP)
Financiamento: Projeto FAPESP (Nº Processo 2015/09020-0)

Callichirus major Callichirus major Callichirus major Callichirus major Morfologia reprodutiva, estrutura social e recrutamento do camarão-fantasma Callichirus major (Say, 1818) (Decapoda: Callianassidea: Callianassidae), na Praia do Gonzaga, Santos (SP), Brasil

Callichirus major é uma espécie de camarão-fantasma com ampla distribuição geográfica no Atlântico Ocidental, apresentando expressiva relevância ecológica e econômica. Devido a sua abundância, a captura deste camarão é intensa, por seu uso como isca na pesca esportiva no litoral brasileiro. O presente projeto visa caracterizar a anátomo-histologia do sistema reprodutivo masculino e feminino de C. major, com base em possíveis alterações durante sua ontogenia, além de aspectos relacionados à dinâmica da estrutura social, razão sexual e recrutamento dessa espécie. Para isto, os camarões serão coletados mensalmente, durante um ciclo anual, na Praia do Gonzaga, Município de Santos (SP), com registro de informações individuais para cada galeria (p. ex., número de espécimes, sexo, registro de fêmeas ovígeras, etc.). Posteriormente, os exemplares serão medidos e dispostos em classes de tamanho. O sistema reprodutivo de cada sexo será também descrito quanto a sua morfologia externa, com registro das principais estruturas ao longo da ontogenia da espécie, usando um sistema de análise de imagens, com posterior desenho em mesa digital. Uma análise histo-anatômica dos testículos e ovários também será realizada durante a ontogenia, com submissão das peças à rotina histológica, para sua posterior descrição. A contagem mensal dos camarões por galeria permitirá estimar a estrutura social desta espécie, assim como a razão/pareamento sexual e recrutamento durante um ciclo anual. Os resultados deste estudo gerarão novos conhecimentos sobre C. major, contribuindo para a construção da história natural da espécie.

Responsável: Biól. Juliana Priscila Piva Rio (mestranda - UNESP/PPG-BA - São Vicente); Prof. Dr. Marcelo Antônio Amaro Pinheiro; Dr. Patricio Alejandro Hernáez Bové.
Associados: --
Financiamento: --

1 1 1 1 O caranguejo-uçá, Ucides cordatus (Linnaeus, 1763) (Crustacea, Brachyura, Ucididae), como espécie bioindicadora do estado de conservação de manguezais.

O presente projeto visa avaliar o impacto fisiológico e citotóxico em populações de caranguejo-uçá (U. cordatus) causados pela degradação dos manguezais paulistas, com base na dosagem de metalotioneínas, da lipoperoxidação, bem como avaliações de lesões genômicas (técnica do micronúcleo) e da integridade da membrana lisossômica (técnica do vermelho neutro). Através de análises de associação entre as respostas biológicas fornecidas pelos biomarcadores, pretende-se avaliar o estado de comprometimento de seis áreas de manguezal do Estado de São Paulo (Cananéia, Iguape, Juréia, Cubatão, São Vicente e Bertioga), previamente caracterizadas quanto a contaminação por metais durante o Projeto Uçá III (Processo FAPESP nº 2009/14725-1). Os resultados obtidos permitirão avaliar a plasticidade de resposta por cada um destes biomarcadores e, por comparação, validar o uso desta espécie de crustáceo como espécie sentinela e indicadora do estado de conservação dos manguezais brasileiros.

Responsável: MSc. Caroline Araújo de Souza (doutoranda - UNESP/PPG/IB - Rio Claro) & Prof. Dr. Marcelo Antonio Amaro Pinheiro (orientador).
Associados: Profa. Dra. Flávia Pinheiro Zanotto.
Equipe UNESP/CLP: Prof. Dr. Marcelo Antonio Amaro Pinheiro; Nicholas Kriegler (IC); Michel Tartarotti Angeloni (IC); Márcio Camargo Araújo João (IC); e Camila Evelyn Rodrigues Pimenta (IC).
Financiamento: Bolsa de Doutorado - CNPq (Proc. # 141627/2014-0).

Diversidade da ictiofauna Diversidade da ictiofauna Diversidade da ictiofauna Diversidade da ictiofauna e carcinofauna do Sistema Estuarino Santos-São-Vicente, Brasil: ferramenta proposta para avaliações da integridade ambiental.

Os estuários são ambientes de extrema importância, seja por seu valor cênico ou relevância ecológica ao ciclo de vida de muitas espécies marinhas e de água-doce. Em contrapartida, estão entre os ambientes mais afetados por conta de atividades antrópicas. Neste contexto, o Estuário de Santos está inserido em uma das áreas mais urbanizadas do litoral paulista, com vasto histórico de degradação ambiental em decorrência da poluição industrial, portuária e doméstica. Ainda assim, várias atividades são ali praticadas, como a pesca profissional artesanal e amadora, sustentando uma frágil cadeia produtiva. A constante modificação imposta ao Estuário de Santos por distintos tensores antrópicos e formas de uso, além da própria dinâmica natural, cria um cenário preocupante quanto a gestão. Até o momento os estudos sobre comunidades aquáticas têm figurado apenas em licenciamentos ambientais, não havendo referências para comparações temporais ou diagnósticos aprofundados sobre seu estado atual. Diante desta realidade, pretende-se avaliar a integridade ambiental do Estuário de Santos (SP), com base em indicadores biológicos e populacionais da ictio e carcinofauna, como ferramentas para o monitoramento e gestão ambiental. Para isso serão utilizados diferentes métodos de estudo, pautados em suas distintas eficácias e aplicabilidades ao cenário atual deste estuário. Pretende-se, assim, contribuir diretamente para a gestão do uso deste ambiente, identificação das espécies componentes da ictio e carcinofauna, avaliação da importância ecológica das áreas e seu estado de preservação, com vistas à manutenção do equilíbrio ambiental diante da atual política de expansão portuária.

Responsável: MSc. Marcelo Ricardo de Souza (doutorando - UNESP/PPG/IB - Rio Claro) & Prof. Dr. Marcelo Antonio Amaro Pinheiro (orientador).
Orientador: Prof. Dr. Marcelo Antonio Amaro Pinheiro.
Financiamento: Bolsa de Doutorado – CAPES.

Morfometria geométrica e índices reprodutivos como indicadores de contaminação por metais no caranguejo-uçá, Ucides cordatus (Linnaeus, 1763) (Crustacea, Brachyura, Ucididae), em manguezais do Estado de São Paulo, Brasil.

O presente estudo visa validar o uso da morfometria geométrica e de índices reprodutivos (fecundidade e fertilidade), para o caranguejo Ucides cordatus, como técnicas bioindicadoras do estado de contaminação por metais, bem como da identificação de manguezais impactados ou prístinos. Foram estabelecidas 04 áreas, sendo duas de elevada contaminação (Bertioga e Cubatão) e as demais de contaminação reduzida/ausente (Cananéia e Juréia). Cada área compreenderá três subáreas, com a captura de 55 exemplares em intermuda (15 machos e 40 fêmeas), totalizando 165 indivíduos. Na morfometria geométrica serão utilizados apenas os exemplares machos para a análise do cefalotórax (vista dorsal), própodo quelar maior (face externa) e abdome. As imagens obtidas serão submetidas a programas específicos para estudo de simetria (cefalotórax e abdome) e variação de forma (todas as estruturas). Os índices reprodutivos por área serão representados pela fecundidade (relação NOxLC, com NO = número de ovos; LC = largura cefalotorácica) e fertilidade (relação NLxLC, com NL = número de larvas). As equações de cada índice serão confrontadas gráfica e estatisticamente, além de realizado procedimento para exclusão do efeito de tamanho. Os resultados serão comparados com o estado de conservação dos manguezais quanto à contaminação por metais, verificando sua sensibilidade e confiabilidade na detecção de áreas poluídas e prístinas deste ecossistema.

Responsável: MSc. Renata Benito Pettan (doutoranda - UNESP/PPG/IB - Rio Claro) & Prof. Dr. Marcelo Antonio Amaro Pinheiro (orientador).
Associados: Prof Dr. Álvaro Reigada (UNISANTA); Prof Dr. André Trevisan e Prof Dr. Marcelo Costa (UFPR).
Equipe UNESP/CLP: Prof. Dr. Marcelo Antonio Amaro Pinheiro; MSc. Caroline de Araújo Souza (DR); MSc. Renata Benito Pettan (DR); Camila Evelyn Pimenta; Márcio Camargo Araujo João (IC); Leonardo Silveira Maia (ME); Michel Tartarotti Angeloni (IC); Victor dos Santos Luiz (IC) e MSc. Wagner Ferreira Villano.
Financiamento: Bolsa de Doutorado - CAPES.

Efeitos Tóxicos e Bioacumulação de Metais em Populações do Caranguejo-Uçá (Crustacea, Brachyura) na Costa Amazônica Brasileira.

Uma das grandes preocupações ecológicas atuais refere-se ao impacto ambiental causado pela liberação antrópica de metais nos diversos ambientes naturais e, de maior importância, naqueles de maior interação com populações humanas, como os manguezais. No litoral da costa amazônica, essa liberações , ainda que insipientes, começam a alcançar escalas progressivas, onde os recursos disponíveis nos manguezais serão seus principais alvos. Dentre os organismos típicos dos manguezais está o caranguejo-uçá (Ucides cordatus), que é um dos principais recursos pesqueiros utilizado na economia de subsistência e comércio informal pelas populações humanas do entorno desse sistema. O acúmulo de metais por este crustáceo é um dos maiores impactos a ser estabelecido no manguezal, dada sua importância para a sobrevivência das populações tradicionais. O principal objetivo deste projeto é avaliar o efeito tóxicológico da bioacumulação por metais pesados nos componentes abióticos e bióticos dos manguezais amazônicos localizados nas reentrâncias dos estados do Pará e Maranhão. Assim, será avaliado o grau de contaminação da água, sedimento, vegetação arbórea (Rhizophora mangle) e do caranguejo-uçá (Ucides cordatus) por seis metais (Cd, Cu, Pb, Cr, Mn e Hg) em quatro áreas de manguezal, sendo duas (uma contaminada e uma prístina) em cada estado. O impacto geno e citotóxico sobre as populações do caranguejo-uçá, será avaliado com base na frequência de hemócitos (hialinócitos) micronucleados e no tempo de retenção do vermelho neutro pelos lisossomos. Os resultados desse projeto auxiliarão na melhor compreensão dos efeitos da contaminação por metais pesados no ambiente. Contribuindo assim, com informações essenciais para a adoção de medidas cabíveis pelas instituições públicas que tratam da qualidade ambiental, bem como para subsidiar tomadas de decisão quanto à conservação dos recursos disponíveis (ex. caranguejo-uçá) nos manguezais para uso das populações tradicionais que vivem no entorno desse sistema ao longo da costa amazônica brasileira.

Responsável: MSc. Ádria de Carvalho Freitas (doutoranda - UNESP/PPG-BA - São Vicente) & Prof. Dr. Marcelo Antonio Amaro Pinheiro (UNESP/CLP)
Co-orientador: Prof. Dr. Marcus Emanuel Barroncas Fernandes (UFPA).
Associados: Prof. Dr. Marcelo Oliveira Lima (Instituto Evandro Chagas).
Equipe: MSc. Caroline de Araújo Souza (DR).
Financiamento: Bolsa de Doutorado - CAPES & Edital Universal CNPq (Coordenador Prof. Dr. Marcus Emanuel Barroncas Fernandes).

Biologia populacional de Callichirus major (say, 1818) (Crustacea; Axiidea; Callianassidae), nas praias de Santos e Itararé, litoral centro do estado de São Paulo, Brasil

Callichirus major é um crustáceo decápodo escavador de sedimentos em praias arenosas. Estudos realizados em Santos (SP), entre 1983 a 1993, embasaram uma legislação municipal de defeso das espécies de Callianassidae (Lei Municipal nº 1.293/93), fato que não ocorre em municípios limítrofes, como São Vicente. O presente projeto visa uma avaliação comparativa da biologia populacional de Callichirus major entre as praias de Santos e São Vicente, com avaliação de parâmetros relacionados à estrutura de tamanho, densidade e razão sexual deste crustáceo, assim como alguns parâmetros hídricos (temperatura, salinidade e oxigênio dissolvido) e edáficos (composição granulométrica e teor de matéria orgânica), relevantes à sua distribuição e adensamento populacional. Primeiramente será efetuado um teste de tamanho do quadrado ideal para as amostragens, assim como o número de réplicas ideal para cada área amostral. O possível efeito da declividade e distância do mar sobre os parâmetros populacionais da espécie será também testado em duas transecções de quadrados amostrais contíguos (vertical e paralelamente à linha de costa), com escolha daquela de menor variância para uso nas análises sazonais e temporais. O efeito dos canais de drenagem sobre os parâmetros populacionais desta espécie também será avaliado, empregando transecções próximas e distantes a eles. Com base nos resultados obtidos será estabelecido o número de subáreas amostrais em cada praia, levando-se em conta sua extensão (Praia do Itararé: 2,3 km; e Praia de Santos: 4,7 km). Cada subárea amostral será avaliada mensal e sazonalmente utilizando o tipo de transecção de quadrados definida previamente, contabilizando as galerias da espécie por quadrado amostral. Os exemplares serão removidos de suas com uma bomba sugadora em PVC, sendo os espécimes de C. major individualizados em sacos plásticos etiquetados, o mesmo ocorrendo com os animais simbiontes presentes nessas galerias. Os espécimes serão sexados e passarão por biometria com paquímetro de 0,01 mm (CC, comprimento cefalotorácico; CT, comprimento total; CO, comprimento da área oval; CPma, comprimento do própodo do quelípodo maior; e CPme, comprimento do própodo do quelípodo menor) e peso úmido em balança de 0,0001g (PE, peso úmido total; e PO, peso úmido da massa ovígera). As fêmeas ovígeras serão também registradas, bem como o estágio embrionário (inicial, intermediário e final). Todos os animais também terão seu estágio de maturação gonadal avaliado macroscopicamente, com posterior determinação do tamanho mínimo de maturidade sexual. A densidade da espécie será registrada pelo número de indivíduos/m2, a estrutura populacional pela distribuição dos exemplares de cada sexo em classes de tamanho de 1 mm CC e a razão sexual pela proporção macho:fêmea. Tais parâmetros serão determinados para as subáreas de cada praia, confrontado as duas praias estudadas e também numa análise sazonal e temporal. O período reprodutivo da espécie será determinado pelo registro mensal de exemplares ovígeros e/ou com gônadas maturas. Os dados biométricos serão submetidos a testes estatísticos que possibilitem a comparação estrutura das populações dessas duas praias. Os dados obtidos permitirão avaliar a atual situação biológica desta espécie, assim como a efetividade da legislação para sua proteção.

Responsável: Biól. Michel José Hereman (mestrando - UNESP/PPG-BA - São Vicente) & Prof. Dr. Marcelo A. A. Pinheiro.
Associados: Prof. Dr. Roberto Munehisa Shimizu (IB/USP).
Financiamento: Bolsa de Mestrado - CAPES.

Extensão Universitária Extensão Universitária Extensão Universitária Educação Ambiental sobre Manguezais em Escolas de Ensino Fundamental do Município de Santos (SP)

Cabe à Universidade realizar pesquisas científicas de qualidade, bem como sua tradução em linguagem de entendimento mais facilitado à comunidade. No caso do meio ambiente, os conhecimentos obtidos assumem primordial importância, principalmente em assuntos relacionados a sua preservação e a sustentabilidade de ecossistemas costeiros, como os manguezais. Desde 1998 o Grupo de Pesquisa em Biologia de Crustáceos (CRUSTA) tem desenvolvido pesquisas sobre a Biologia, Ecologia e Manejo do Caranguejo-Uçá (Ucides cordatus), bem como avaliações dos impactos humanos em manguezais paulistas, trazendo prejuízos ou supressão deste ambiente e sua biota. Tais conhecimentos vêm sendo transmitidos aos agentes gestores (professores do ensino fundamental) e seus alunos, através de palestras e da distribuição gratuita de uma cartilha de educação ambiental, concebida sob a forma de estória em quadrinhos, onde o assunto é apresentado com profundidade e humor, numa linguagem acessível de fácil acesso, especialmente às crianças. Na estória, duas crianças (Gu e Gui), descobrem o ambiente inicialmente hostil dos manguezais, conhecendo , também, o Prof. Magrão, um estudioso deste ambiente. Maravilhados com as novas descobertas, conhecem a importância dos manguezais, suas principais características e sobre a vida de seus habitantes. Apesar da estória ser centrada no ciclo de vida de uma das espécies ícone desse ambiente (caranguejo-uçá), outras espécies vão sendo apresentadas no decorrer da trama, fazendo com que as crianças descubram sua relevância ecológica e econômica. Ao final da estória, são apresentados vários passatempos aos alunos, como ligue-pontos, caça-palavras, desenhos para colorir e uma dobradura (origami) de caranguejo. Antes de receberem gratuitamente as cartilhas, os alunos participam de uma palestra em multimídia, além de participarem de atividades e dinâmicas em grupo sobre quatro temas relacionados ao ecossistema manguezal: 1) Meio Ambiente e o Manguezal; 2) A Fauna do Manguezal; 3) A Flora do Manguezal; e 4) Degradação e Poluição dos Manguezais. Esses temas são ministrados em quatro visitas que são realizadas em semanas consecutivas.

Responsável: Prof. Dr. Marcelo Antonio Amaro Pinheiro
Equipe Executora: Williane Cristine Peres Costa, Nicholas Kriegler, Fernanda Barbosa Custódio, Sthefany Rosa Alfaia e Kellen Delapossa.
Financiamento: CEPSUL/IBAMA, FAPESP, FUNDUNESP e Pró-Reitoria de Extensão da UNESP (PROEX / Reitoria UNESP).

Genotoxicidade e Estrutura Genotoxicidade e Estrutura Genotoxicidade e Estrutura de Populações em Guaiamuns como Ferramentas de Monitoramento e Manejo de Ambientes Estuarinos no Estado de Pernambuco.

O projeto pretende analisar a estrutura das populações de guaiamum ao longo do litoral pernambucano bem como realizar testes de genotoxicidade destes indivíduos para avaliação da "saúde" dos animais e do ambiente (Programa de Pós-Graduação em Genética - PPGG).

Responsável: Prof. Dr. Rodrigo Augusto Torres.
Equipe Executora: Prof. Dr. Rodrigo Augusto Torres, Profa. Dra. Monica Lucia Adams e MSc. Caio Falcão.
Valor Financiado: CNPq.


1 1 1 Dano Genômico e o Status de Conservação de Mugil curema (Actinopterygii: Mugilidae) em Cinco Sistemas Estuarinos do Estado de Pernambuco

Busca apresentar um panorama da qualidade ambiental dos estuários pernambucanos, através de um diagnostico de possíveis danos genéticos em células sanguíneas da espécie Mugil curema. Tais danos são evidenciados por duas metodologias citogenéticas que detectam lesões a nível cromossômico (Ensaio Micronúcleo) e molecular (Ensaio Cometa). Até o momento foram realizadas as coletas nos estuários dos rios Goiana e Jaguaribe, ambos no litoral norte de Pernambuco, assim como a amostragem controle, coletada no estuário do rio Una, localizado no litoral sul do estado de São Paulo. O material coletado foi submetido aos protocolos experimentais e as lâminas histológicas analisadas em microscópio óptico, para verificar a presença de células micronucleadas e em microscópio de fluorescência quanto à presença de rastros de DNA (cometas). Os resultados fornecerão subsídios para criação de medidas que visem um melhor gerenciamento ambiental dos estuários e conservação da espécie.

Responsável: Profa. Dra. Monica Lucia Adam.
Equipe Executora: Profa. Dra. Monica Lucia Adam, Prof. Dr. Uedson Pereira Jacobina, Prof. Dr. Rodrigo Augusto Torres e Anderson Rodrigues Balbino de Lima.
Financiamento: Bolsa de Mestrado - FACEPE (Proc. 0550-2.04/13) , CNPq (Proc. 565054/2010-4).

1 1 1 Crescimento Relativo e Maturidade Sexual do Caranguejo Austinixa patagoniensis (brachyura: Pinnotheridae), em Santos (SP), Brasil

Os estudos de crescimento relativo e estimativa da maturidade morfológica são parâmetros populacionais relevantes ao melhor conhecimento destes dois processos antagônicos. Assim, o presente estudo visa avaliar algumas relações biométricas de Austinixa patagoniensis e estimar o tamanho de maturidade morfológica de cada sexo, numa análise comparativa em nível latitudinal com outras populações já estudadas. Os exemplares foram coletados associados a galerias do talassinídeo Callichirus major, na Praia do Boqueirão (23°59’23,3’’S - 46°19’42,3’’W), em Santos (SP), sendo sexados e medidos nas seguintes estruturas corpóreas: cefalotórax (LC, largura; e CC, comprimento), própodo quelar (CP, comprimento; AP, altura; e EP, espessura), abdome (LA, maior largura do 4º, 5º e 6º somitos) e gonopódios (CG1, comprimento do 1º par). Os pontos empíricos das variáveis biométricas foram subetidos à análise de regressão, com ajuste à função potência (y=axb), tomando LC como variável independente. Com base na constante “b”, foi determinado o padrão de crescimento alométrico para cada relação (b=0, isométrico; b<1= alométrico negativo; e b>1, alométrico positivo), com uso do teste-t (α=0,05) para confirmar sua diferença da unidade. A maturidade morfológica foi estimada com base no modelo linear (lny=a+b.lnx), em ambiente R Versão 2.13.0, com uso de bibliotecas específicas para análise de relações com inflexão durante a ontogênese ou sobreposição entre as linhas fase de desenvolvimento (jovem e adulta). Foram analisados 315 indivíduos (187 machos e 128 fêmeas), com tamanho (LC) variando de 3,8 a 12,2mm. Para os machos as relações biométricas que melhor evidenciaram alterações durante a ontogenia, com mudança na tendência dos pontos empíricos (“break-point”), foram aquelas relacionadas ao própodo quelar (p. ex., CP e AP). Nas fêmeas, por outro lado, as medidas tomadas em somitos abdominais foram mais discriminantes (p. ex., LA), com sobreposição entre as linhas fase de desenvolvimento. O tamanho de maturidade morfológica nos machos variou de 8,3 a 8,6mm, sendo posterior ao das fêmeas (7,0mm), valores estes obtidos com base em três relações biométricas para cada sexo. O confronto dos tamanhos obtidos com o de outros autores que também estudaram populações desta mesma espécie em nível latitudinal (23º a 32º S), evidenciam um menor porte em menores latitudes, com investimento reprodutivo antecipado quando comparado ao das populações mais austrais.

Responsável: Prof. Dr. Marcelo Antônio Amaro Pinheiro.
Financiamento: CNPq.
blog
blog
fanpage
fanpage
unesp
cnpq
fapesp
ibama
cepsul
rebento
escrever ciencia

© 2012 Crusta. Todos os direitos reservados. Reprodução sem autorização explícita é proibida.
Programaç